Contraste
Diminuir fonte Aumentar fonte

Prevenção à dengue: como reduzir riscos e proteger a saúde no dia a dia

7 minutos de leitura

A prevenção à dengue é uma das estratégias mais importantes de saúde pública no Brasil, especialmente porque a doença continua apresentando altos índices de transmissão em diferentes regiões do país. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue pode variar de quadros leves até formas graves, que exigem atenção médica imediata. Por esse motivo, compreender como ocorre a transmissão e, principalmente, como prevenir a dengue no dia a dia é essencial para proteger não apenas a saúde individual, mas também a coletiva.

Além disso, como ainda não existe um tratamento específico que elimine o vírus da dengue, a prevenção se mantém como o principal recurso para reduzir casos, internações e complicações. Dessa forma, pequenas atitudes realizadas de forma contínua podem gerar um impacto significativo na redução da circulação do mosquito. Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é a dengue, por que a prevenção é fundamental e quais práticas realmente funcionam.

O que é a dengue e por que a prevenção é tão importante?

A dengue é uma doença viral causada por quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A transmissão ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada¹.

Como a dengue afeta o organismo

Após a infecção, os sintomas podem surgir entre 4 e 10 dias, sendo os mais comuns:

  • febre alta de início súbito;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores no corpo e nas articulações;
  • dor atrás dos olhos;
  • cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele.

Em alguns casos, no entanto, a doença pode evoluir para formas graves, com risco de sangramentos, queda de pressão e comprometimento de órgãos. Por isso, investir em prevenção é essencial, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito.

Como ocorre a transmissão da dengue

Para entender a prevenção à dengue, é fundamental compreender como o ciclo do mosquito funciona. O Aedes aegypti se desenvolve em ambientes urbanos e se reproduz, principalmente, em recipientes com água limpa e parada².

Principais locais de proliferação

Entre os criadouros mais comuns, destacam-se:

  • pratos de vasos de plantas;
  • caixas d’água destampadas;
  • pneus abandonados;
  • garrafas viradas para cima;
  • calhas entupidas;
  • ralos externos sem proteção;
  • bandejas de ar-condicionado e geladeira.

Portanto, interromper esse ciclo é a base de qualquer estratégia eficaz de prevenção.

Fonte da imagem: Canva.

Prevenção à dengue dentro de casa

A casa é um dos principais ambientes onde o mosquito encontra condições ideais para se reproduzir. Por isso, adotar hábitos preventivos no dia a dia faz toda a diferença.

Cuidados com água parada

Antes de tudo, é essencial eliminar qualquer local que possa acumular água. Para isso:

  • mantenha caixas d’água e cisternas sempre bem vedadas;
  • lave e esfregue recipientes que armazenam água pelo menos uma vez por semana;
  • evite deixar baldes ou bacias descobertos;
  • coloque areia nos pratos de plantas até a borda.

Essas ações simples, quando feitas de forma contínua, reduzem significativamente a chance de proliferação do mosquito.

Organização e limpeza dos ambientes

Além da água parada, a organização do espaço contribui para a prevenção. Assim:

  • mantenha quintais limpos;
  • descarte corretamente o lixo;
  • evite acúmulo de entulhos;
  • mantenha ralos externos fechados ou com telas.

Consequentemente, o ambiente se torna menos favorável ao Aedes aegypti.

Prevenção à dengue fora de casa e em ambientes coletivos

Embora o cuidado doméstico seja fundamental, a prevenção à dengue também depende de ações coletivas. Ambientes como escolas, locais de trabalho e áreas públicas precisam de atenção constante.

A importância da ação comunitária

Quando apenas algumas residências adotam medidas preventivas, o risco de transmissão continua alto. Por isso, a prevenção efetiva exige:

  • participação da comunidade;
  • campanhas educativas;
  • ações regulares de limpeza urbana;
  • apoio às iniciativas de vigilância sanitária.

Além disso, denunciar focos do mosquito aos órgãos competentes ajuda a conter surtos antes que se espalhem.

Uso de repelentes e barreiras físicas

Além da eliminação de criadouros, o uso de barreiras contra a picada do mosquito é uma estratégia complementar importante.

Repelentes: quando e como usar

Os repelentes ajudam a reduzir o risco de picadas, especialmente em áreas com alta circulação do mosquito. Para um uso eficaz:

  • aplique o produto nas áreas expostas da pele;
  • siga rigorosamente as orientações do fabricante;
  • reaplique conforme indicado;
  • utilize produtos aprovados pela Anvisa.

Em grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos, a escolha do repelente deve ser ainda mais criteriosa³.

Outras medidas de proteção

Além disso, vale adotar:

  • telas em portas e janelas;
  • mosquiteiros, especialmente para bebês e acamados;
  • roupas que cubram braços e pernas, quando possível.

Essas medidas reduzem o contato direto com o mosquito, sobretudo durante os períodos de maior atividade, como início da manhã e final da tarde.

Prevenção à dengue em períodos de chuva e calor

O aumento das chuvas e das temperaturas cria condições ideais para a reprodução do mosquito. Por isso, durante esses períodos, os cuidados devem ser intensificados.

Atenção redobrada em épocas críticas

Nessas épocas, é recomendado:

  • inspecionar a casa semanalmente;
  • verificar calhas e ralos com maior frequência;
  • redobrar o uso de repelentes;
  • participar de ações comunitárias de limpeza.

Como resultado, é possível reduzir significativamente a incidência da doença mesmo em períodos críticos.

Mitos e verdades sobre a prevenção à dengue

Apesar de amplamente divulgada, a dengue ainda gera dúvidas. Por isso, esclarecer informações é parte fundamental da prevenção.

  • “Água suja é o principal criadouro” – Mito. O Aedes aegypti prefere água limpa.
  • “A prevenção depende só do poder público” – Mito. A participação individual é essencial.
  • “Repelente substitui a eliminação de focos” – Mito. Ele é apenas uma medida complementar.
  • “Qualquer pessoa pode ter dengue mais de uma vez” – Verdade. Existem quatro sorotipos diferentes.

Com informação correta, a população consegue adotar práticas mais eficazes.

Fonte da imagem: Canva.

O papel da informação e da educação em saúde

A prevenção à dengue vai além de ações pontuais. Ela envolve educação contínua, acesso à informação confiável e engajamento social. Quando a população entende como a doença se transmite e quais atitudes realmente funcionam, a chance de controle aumenta de forma significativa.

Além disso, campanhas educativas ajudam a combater a desinformação e fortalecem o papel da comunidade como agente ativo de prevenção.

Conclusão

A prevenção à dengue é uma responsabilidade compartilhada entre indivíduos, comunidades e poder público. Embora o mosquito seja pequeno, o impacto da doença pode ser significativo, afetando a saúde, a rotina e o sistema de saúde como um todo. Felizmente, medidas simples, quando realizadas de forma constante, são altamente eficazes.

Eliminar água parada, manter ambientes limpos, utilizar repelentes corretamente e participar de ações coletivas são atitudes que salvam vidas. Portanto, investir em prevenção é sempre o melhor caminho.

👉 Para mais conteúdos informativos sobre saúde e bem-estar, siga a Supera Farma nas redes sociais.

Referências:

¹ Ministério da Saúde – Dengue: sintomas, transmissão e prevenção.
² Organização Mundial da Saúde (OMS) – Dengue and severe dengue.
³ Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)